Ainda muito pequeno, antes mesmo de dizer muitas palavras, um menininho já cantava em japonês. Tinha encontrado sozinho, na luz de uma pequena tela, uma janela para o mundo inteiro — e a atravessou do seu jeito, sem pedir licença. Para ele, o mundo sempre teve mais nuances do que cabe numa só palavra.
E foi uma mãe quem enxergou, primeiro, a beleza e a profundidade desse jeito tão singular de compreender a vida.
Quando o instinto enxerga antes
Andréia de Fátima Oliveira Sene Sousa é psicanalista e neurocientista. Quando o mundo ainda via apenas uma criança curiosa, ela percebeu que havia ali uma forma única de existir — esperando não para ser corrigida, mas compreendida. Não foi um diagnóstico que chegou de fora: foi o instinto de mãe, lapidado por anos de estudo e escuta profunda, que reconheceu o que pedia para ser acolhido.
Enquanto o mundo seguia seu ritmo, Andréia mergulhou. Estudou, leu, observou, fez perguntas. Aprendeu a enxergar o filho no idioma dele — e, nesse caminho, descobriu algo maior sobre o próprio olhar: que compreender é, em si, uma forma de cuidado.
Foi assim que ela reconheceu uma dor silenciosa, comum a milhares de famílias e empresas brasileiras: a falta de ferramentas reais para cuidar da saúde mental no trabalho. Riscos invisíveis que adoecem pessoas e negócios — e que, até então, não tinham nome nem método dentro das normas.
Um detalhe humano e delicado — mãos, luz, um olhar — que traduz atenção e cuidado.
Por que limitar a um consultório?
Há pouco mais de dois anos e meio, ainda em meio aos estudos, Andréia falou ao marido, Jean Carlo Sene, sobre a NR-1. Sugeriu, com a serenidade de quem já via o caminho, que ele abrisse um consultório para que ela pudesse atender empresas.
Foi aí que veio o insight: por que limitar a algo tradicional? Em vez de um consultório, uma plataforma — sênior, elegante, escalável — capaz de levar compliance psicossocial de nível absoluto a todo o país. À altura da vastidão e da força do Brasil.
A MenteNR1 nasceu desse encontro.
Não queríamos apenas uma ferramenta, mas uma resposta concreta a uma necessidade urgente: uma plataforma com inteligência artificial de verdade — treinada com rigor técnico e sensibilidade humana — para ajudar empresas a cumprir a NR-1 de forma séria, auditável e humana. Sem burocracia desnecessária. Sem depender de um profissional clínico a cada etapa. Com relatórios que protegem, de fato, o trabalhador e a empresa.
A AndreIA, nossa inteligência artificial, leva o nome da Andréia por um motivo simples: a plataforma inteira carrega o mesmo olhar que ela teve em casa. Um olhar que não desiste, que busca compreender antes de julgar, que transforma dificuldade em estrutura e cuidado.